Susto
11 minutos atrás
Não foi uma atuação de gala do Avaí, mas o suficiente para despachar o Ipatinga, que acabou sendo goleado por 4 a 1, com três gols do oportunista Rafael Coelho (foto), que contou com a colaboração de Marquinhos Santos e William. O jogo iniciou com um susto, pois aos três minutos o Avaí sofreu o gol, deixando a torcida preocupada. Porém, em seguida, o Leão recuperou-se, dominou, e os gols foram saindo. Falta melhorar a zaga, que anda dando cabeçadas, aprimorar o passe curto da equipe, e melhorar muito, mas muito mesmo, para a série A. O clássico de domingo vai pegar fogo, mesmo com os dois times ainda devendo futebol. Outros comentários na edição desta quinta-feira do Notícias do Dia. Foto de Alexandro Albornoz/Notícias do Dia.
Não precisa dizer que a maioria da torcida avaiana está desconfiada com o time atual, muito mais pelo desequilíbrio do que pela falta de qualidade do elenco. O maior problema é que a equipe não teve o encaixe, já que oscila muito entre uma excelente partida e outra de dar dó, como o vexame de domingo. Acredito que o estádio terá lotação total no domingo e que a dupla da capital fará um bom duelo, desde que a arbitragem não interfira, e que as torcidas se respeitem fora de campo.
O secretário de Cultura, Turismo e Esporte, César Souza Júnior, apresentou ao governador Raimundo Colombo, nesta terça-feira, uma proposta interessante para a construção de um complexo esportivo na área que pertence a Cohab no bairro Chico Mendes, local abandonado pelo poder público, e que não possui áreas de lazer para a comunidade da região. Do projeto constam seis quadras poliesportivas, uma quadra de tênis, ginásio, um campo de gramado sintético, tudo atendendo oito modalidades olímpicas. O secretário adiantou que o Instituto Guga Kuerten será um dos parceiros no empreendimento. Então, tá, vai sair do papel? Vamos aguardar, pois o secretário é um jovem de palavra e está indo muito bem na política.
Saul Oliveira foi quase tudo no Avaí: roupeiro, dirigente, presidente, jogador, e craque, além de treinador. Quem o viu jogando, afirma: era craque. Artilheiro nato, marcou 41 gols em clássicos diante do rival Figueirense. Isso em 45 partyidas disputadas com a camisa do Avaí, conforme consta no Livro de Jairo Roberto de Souza sobre o "Clássico de Florianópolis". Entrevistei o Saul várias vezes e sempre atencioso, querido, prestativo e de memória privilegiada. Saul Oliveira tornou-se um marco eterno para no nosso futebol.
Não, fala verdade, é linda ou não é? Minha Florianópolis querida, terra onde nasci, lá atrás em 1964, um 22 de outubro, às 5 da manhã, segundo consta da minha certidão de nascimento, na Maternidade Carlos Corrêa. Cada vez mais, e apesar dos problemas que surgem com o crescimento da cidade, me apaixono ainda mais pela minha querida capital. Floripa dos encantos mil, das belas praias, da dupla da capital, do Instituto Estadual de Educação, da Banda do Zequinha, da infância alegre e bem vivida, do Hino de Florianópolis, do poeta Zininho. "Um pedacinho de terra, perdido no mar, jamais a natureza, cantou tanta beleza, jamais algum poeta teve tanto pra cantar..." E plagiando meu saudoso pai e meu eterno herói, Dakir Polidoro, ao abrir o programa A Hora do Despertador, "Bom dia Brasil, na mais bela Ilha do Atlântico, seis horas da manhã"...
Time do Figueirense de 1954, com destaque para o par de joelheiras do goleiro João Mafra (esquerda), as meias zebradas do Figueirense e a lista horizontal do uniforme do Alvinegro. A formação é a seguinte: Em pé, da esquerda para a direita: João Mafra, Trilha, Diamantino, Aníbal, Hélcio, Laudares, atleta não identificado, Nei e Wilson. Agachados: Plácido, Julinho, Acari, Araújo e mais dois atletas não identificados. A foto foi enviada pelo Eduardo Abreu, neto do ex-goleiro João Mafra, que aos 84 anos de idade, me acompanha no Notícias do Dia e aqui no blog. Mafra também jogou no Avaí e se diz torcedor do Leão, apesar de ter defendido o Figueirense por mais tempo. Se você quer homenagear algum parente ou amigo que tenha jogado como profissional, mande foto identificada para o e-mail polidorojunior@ig.com.br
A rodada deste meio de semana pode ser decisiva ou até mesmo encaminhar a classificação de alguns times, badalados ou não. A Chapecoense mantém a ponta e vai receber o instável time do Joinville. Em casa, o Verdão ainda terá Marcílio Dias e Concórdia. Fora vai enfrentar Figueirense, o de confronto direto, e o Brusque. Já o Figueirense terá dois jogos no Scarpelli e três fora, incluindo o clássico com o Avaí, na Ressacada. E o Leão terá três jogos na Ressacada e dois fora, contra Joinville e Marcílio Dias. Chapecoense e Figueirense estão sustentando a liderança e a vice-çlliderança do returno, mas o Avaí se aproximou. Quem deixar cair o cachimbo, dança.
Norberto Hoppe ainda relembra com os filhos e netos, o passado do futebol catarinense, logo ele, uma das lendas do nosso futebol. Norberto nasceu em 28 de junho de 1941 e iniciou a carreira no Caxias de Joinville. Quem o viu jogando garante que o alemão jogava muito e não é por acaso que ele figura entre os maiores craques do nosso futebol, em todos os tempos. Hoppe, inclusive, já foi artilheiro do Brasil com os gols que marcou em Santa Catarina.
Vágner, carioca, zagueiro, ex-Joinville e Palmeiras. Foi campeão catarinense pelo Jec e um dos zagueiros artilheiros da história do futebol brasileiro. No Palmeiras, marcou 22 gols. Era conhecido também como Vágner Bacharel, técnico e raçudo, além de artilheiro. Fiz algumas entrevistas com ele, nos bons tempos de Jec e da TV Cultura (Bola em Jogo e transmissões), pois o Jec mandava no nosso futebol. Vágner morreu após se chocar com um atleta em um jogo do Paraná Clube, seu último clube, quando faleceu com somente 35 anos de idade.
Foi a melhor atuação do Avaí neste campeonato catarinense, com toques rápidos, boa marcação e saída de bola com o Marquinhos, e um ataque endiabrado e iluminado, com Rafael Coelho e William. O gol de falta do Marquinhos foi sensacional, sem chances para o goleiro Sérgio, que apenas viu a bola entrando, quase no ângulo. Renan fez uma defesa espetacular, Marcinho Guerreiro foi ótimo no combate, Marquinhos comandou o meio-campo, Gustavo foi bem na lateral e no apoio, Julinho com boas ações ofensivas, e os dois atacantes, muito mais o William, matadores e implacáveis. O 4 a 0 foi o suficiente para deixar o Leão ainda vivo, mas terá que vencer os seus jogos em casa e ainda beliscar outra vitória fora. Entendo que Chapecoense e Figueirense brigam para decidir com o Criciúma, mas não sou maluco para desprezar o Avaí.
Jorge Ferreira treinou Figueirense e Avaí, disputou o Nacional de 79 comandando o Alvinegro, e também deixou a sua marca na história dos clássicos. Pelo Figueirense, Jorge Ferreira disputou 25 clássicos, nos anos de 1972,73, 79, 80 e 86, com 11 vitórias, 11 empates e 3 derrotas,. No Avaí, comandou o Leão em clássicos contra o Figueirense em seis partidas nos anos de 73 e 74, com três vitórias, dois empates e uma derrota.
Esse era o time que representava a Escolinha do SESI, comandada pelo professor Cavalazzi, que foi um dos grande jogadores do futebol catarinense. Apenas alguns garotos dessa foto, de 1980, no Adolfo Konder, foram identificados: o goleiro é o Aldo Nunes e ao lado dele Sérgio Antônio. O de cabelinho vermelho é o Tullo Cavalazzi Filho. Agachados: Nivaldo Machado, ?, ? Hélio do Valle Pereira, Rodrigo Vieira Machado, Maurício Póvoas Cavalazzi e Vítor Cavalazzi. A foto é do arquivo do Nivaldinho Machado, aquele mesmo do bloco Vento Encanado, não tem?
Por pouco o Avaí não perdeu em Ipatinga, mas também no finalzinho, quase venceu. O Leão fez um belo primeiro tempo, dominou o adversário, mas não marcou gols. No mínimo, dois. Logo no início da segunda etapa, inaugurando a avenida George Lucas, o Ipatinga fez um gol aos sete minutos e quase marcou o segundo. Daí oSilas acordou, sacou o George, que ainda está devendo, e melhorou com a entrada do Gustavo. Depois o Silas colocou William e Estrada e o Avaí melhorou, tanto que foi dos pés do William, que o Rafael Coelho marcou o empate.Aos 45minutos, Marquinhos Santos cobrou uma bela falta na trave, quase no ângulo, e o empate acabou soando com sabor de vitória. Silas precisa enxergar que William e Estrada são titulares desse time.
As informações dão conta que choveu muito em Ipatinga - noite de ontem e madrugada de hoje- que acabaram alagando várias ruas e encharcando o gramado do Ipatingão. Nesse clima, o Leão entra em campo mais tarde para tentar despachar mais um adversário ainda na primeira partida, desde que vença por dois ou mais gols de diferença. Silas ainda não confirmou se William começa jogando, mas a fera avaiana viajou e pode fazer a alegria da nação avaiana.
Em alguns momentos, o torcedor avaiano até pode se revoltar com as minhas opiniões, o que é um direito de cada um, mas a mentira tem perna curta. Não sou de iludir ninguém e a minha opinião baseia-se na experiência adquirida no futebol e pelo que o próprio time vem apresentando ou o que deixou de apresentar. Novamente o Leão não consegue vencer o seu adversário que ficou com um jogador a menos. Marquinhos Santos ressaltou essa falta de competência e o tricampeonato vai ficando cada vez mais distante. Mantenho a opinião de que Criciúma e Figueirense deverão fazer a grande final. Qualquer outro adversário, acreditem, será zebra. 

Não há nenhuma novidade dizer que choveu muito em Joinville, mas isso atrapalhou o bom futebol que poderia ter sido praticado, além da iluminação que falhou com alguns refletores ficando comprometidos e dando muita sombra no campo. No geral, o Figueirense jogou melhor, deu uma bola na trave no cabeceio do Wellington, e forçou duas grandes defesas do Max no finalzinho da partida. Porém, o time da capital segue sem vencer fora de casa. Jorginho também não deixou claro porque sacou o Breitner- ainda muito cedo- para tentar segurar a vitória, até o momento em que sofreu o gol do Lima. Aliás, os dois zagueiros faziam uma boa partida, mas o Lima não perdoou o cochilo e empatou o jogo. Bruno e Maicon fizeram uma boa partida.
O torcedor avaiano vibrou com os quatro gols diante do Brusque, mas ficou aquele gostinho de algo mais. O time não está entrosado e passa a certeza de que está se ajeitando durante a competição. Silas entrou com três zagueiros e dois volantes, todos muito ruins na saída de bola, e afoitos na marcação, tanto que Marcelinho (8) e Leandrinho (9), do Brusque, acabaram se destacando. Fica estranho dizer que, por unanimidade, a equipe da Guarujá elegeu o Marcelinho como o craque da partida, mas foi ele quem mais jogou futebol, mesmo com o 4 a 2 para o Leão. Outros comentários estarão no Notícias do Dia, nesta quinta-feira, no Caderno de Esportes.
Repórter Carlos Alberto Campos, homenageado com o seu nome no ginásio ao lado do Scarpelli, entrevistando o lateral Souza, grande amigo, quando defendia o Figueirense. Souza também era chamado de Pelezinho. Essa partida oficial do Furacão foi disputada no estádio Hercílio Luz (Itajaí), na década de 70. Esses dois grandes nomes do nosso futebol já faleceram.

Neste carnaval, a Peixada do GUI vai novamente fazer a diferença, com muita segurança, público bonito e a grande organização de todos os anos, sob o comando do Gui Pereira e do Rolf Krueger, com o apoio do Jaison, tudo com segurança, estacionamento e com todos esbanjando alegria. É um encontro também para todas a torcidas do futebol catarinense. Não perca, na terça de Carnaval, o único caminho é o Lic, na nossa bela Lagoa da Conceição.

Foto da casamata do Avaí - década de 80- com o treinador Sérgio Lopes (d), tendo ao lado o presidente (já falecido), Nilson "Pico" Fidélis. Ao lado do Pico, o ex-jogador Márcio Marral, que mora em Florianópolis, e lá atrás os zagueiros Teffo e Biguaçú, outro do banco (?), e o goleiro Prê, o Santos Pretestato Fernandes. Foto do arquivo de Édio Mello, gentilmente cedida para esse blogueiro.