Susto
11 minutos atrás

Lauro José Búrigo foi quem mais treinou Figueirense e Avaí em clássicos, totalizando 50 partidas. Pelo Figueirense, Burigó comandou o time em 41 partidas, com 15 vitórias, 13 empates e 13 derrotas. Pelo Avaí, foram apenas 9 jogos, com 3 vitórias, 5 empates e 1 derrota. "Não pairam dúvidas sobre a confiança, que os clubes tinham em seu trabalho", escreveu o historiador Jairo Roberto de Souza, autor do livro "O Clássico de Florianópolis", editado em 2005.
Sérgio Lopes, o Fita Métrica, tem uma história bonita e rica de conquistas por Figueirense e Avaí. No Figueirense, entre 1976, 82, 90,91,97 e 1998, entre jogador e treinador, disputou 8 clássicos, tendo obtido 5 vitórias e 3 derrotas. No Avaí, como treinador, nos anos de 1981, 88 e 1992, disputou 11 clássicos, tendo conseguido 2 vitórias, 5 empates e 4 derrotas.
Uma ação do Ministério Público proíbe a "venda antecipada" de ingressos para o clássico deste domingo, entre Avaí e Figueirense, na Ressacada. O Avaí havia adotado dois preços distintos e bem distantes um do outro, ou seja, R$ 20,00 para o torcedor avaiano e R$ 80,00 para o torcedor do Figueirense. Foi essa disparidade, que fez o MP de Santa Catarina adotar a radical decisão e de ainda estipular em R$ 100 mil o valor da multa em caso de descumprimento da determinação. Pelo menos, até segunda ordem. O clássico já começa manchado.
No passado, Avaí Futebol Clube era escrito assim: Avahy Foot Ball Club. Em São Januário, o cara do placar demonstrou total desconhecimento de tudo e acabou demitido.
Sérgio Lopes - o Fita Métrica - foi jogador de Grêmio, Coritiba e Figueirense. Como treinador, trabalhou nos dois clubes de Florianópolis. Nessa foto, Sérgio Lopes aparece com a camisa da comissão técnica do Avaí. Tenho uma foto dele com a camisa do Figueirense, que estarei postando nesta semana de clássico. Sérgio Lopes reside em Florianópolis, mas é pouco visto nos estádios ou nas rodinhas esportivas.
350 policiais militares e dois helicópteros. O jogo entre Figueirense e Corinthians movimentou a região, houve detenções, supermercado saqueado, briga de PM contra corintianos dentro do estádio, e torcedores corintianos, que estavam no espaço dos alvinegros de Florianópolis, que acabaram levando uma surra, por estarem no lugar errado e na hora errada. A PM teve muito trabalho em toda a região. Em São José, corintianos atiraram um bomba em um bueiro, se armaram de paus e pedras, mas foram detidos. 10 deles foram liberados somente depois do jogo. Em um supermercado, próximo do Scarpelli, alguns corintianos saquearam o estabelecimento, mas foram detidos em seguida. Mais informações na minha coluna do ND, nesta segunda-feira.
Bastou a entrada do Alex para o atacante Liedson receber uma boa açucarada, para marcar o gol da vitória corintiana por 1 a0, no Scarpelli. Duas derrotas seguidas- Flu e Timão- complicam a situação alvinegra rumo à Libertadores. O Figueirense teve um bom domínio do jogo, mas o Corinthians possui jogadores de maior qualidade. Também a meia-cancha do Figueirense não andou. Essa reta final ganha em emoção, o Timão quase foi campeão em Florianópolis, e muitos times estão vivos, seja para título ou Libertadores da América.
Cleyde Mary Nunes Ribeiro começou o seu trabalho como bandeirinha (ou assistente) no campeonato amador da Grande Florianópolis. Pegou carona naquele "boom" da entrada das mulheres no futebol profissional e seguiu a carreira com muita competência, até chegar à FIFA. Trabalhou em campeonatos sul-americanos e Mundiais da categoria. Uma autêntica manézinha, que foi bem longe, por méritos próprios.
Gaviões Alvinegros e Gaviões da Fiel são torcidas aliadas, o que diminui o trabalho da PM, que pode se preocupar com outras questões, já que as maiores torcidas organizadas dos dois times são parceiras, reduzindo sensivelmente a preocupação da PM com os torcedores. Os corintianos estão chegando em grande número e se instalando ao longo da Beira-mar de São José.
A Prefeitura Municipal de São José montou uma boa base de apoio para as torcidas, com lonas e estrutura metálica, além de quiosques para a venda de bebidas e até banheiros químicos. Estibe por volta das 10 horas da manhã no local e constatei a presença de seis ônibus da torcida corintiana, dezenas de automóveis com placas de São Paulo e algumas vans, com torcedores do Timão.
Jogo do Figueirense em Itajaí, diante do Marcílio Dias. O zagueiro e capitão do Figueirense, Levir (o agora treinador Levir Culpi), conversa com o árbitro Celso Bozzano, sendo observado por Dalmo Bozzano, que odiava ser bandeirinha. Ao lado do Levir, encoberto, o assistente Allan Giovanni Abreu da Silva.
Treinador Mauro Ovelha - o da direita - segue fazendo as suas avaliações e preparando o grupo para a próxima temporada. Neste momento, do lado avaiano, só há um único objetivo: não perder o clássico diante do Figueirense. Perder para o Coritiba não terá impacto nenhum, até porque o que mais fez o Avaí neste série A foi perder e perder. Sabe quantas derrotas na série A? 20. Em 36 rodadas, vinte derrotas. Dos 18 jogos como visitante, o Avaí perdeu 12. Logo, mais uma, menos uma, qual a diferença? Agora, clássico é clássico. Esse jogo do dia 4, com certeza, será um jogo à parte. Foto: Notícias do Dia/www.ndonline.com.br
Como jogador, Zé Carlos teve destaque no Cruzeiro, e como treinador trabalhou aqui no Criciúma (foto), Avaí e Blumenau Esporte Clube, o BEC. Convivi com ele na Ressacada e sempre foi um cara sensacional. Zé Carlos, ou Zelão, mora e trabalha em Sete Lagoas (MG), onde treina as divisões de base do Democratas, na Arena Jacaré.
Presidente do Figueirense, década de 90, empresário Gercino Corrêa da Costa Filho, o da esquerda, faz a entrega de uma camisa oficial do clube ao empresário Émerson Soca da Silva, do Grupo Amauri, que era o patrocinador máster do Figueirense, em 1994, temporada em que o clube foi campeão catarinense, de pois de 19 anos na fila. Quem está sentado, observando tudo, é José Laércio MAdeira, o Dedé da Indil, que era um dos vice-presidentes do Figueirense. Foto: Arquivo Pessoal/Polidoro Júnior.
Depois da estupenda atuação de Marcelo Moretto diante do Vasco, fica difícil acreditar que o então titular Felipe (foto) seja novamente a bola da vez, na Ressacada. O clube parece dar sinais de recuperação interna, com cobranças firmes da diretoria e com maior pulso firme na área do futebol. Lincoln, que através de sua assessoria de imprensa, havia desmentido a agressão ao Dio Orlando, ontem já falou miudinho, confirmou tudo e pediu desculpas públicas. Quem deve calar a boca é o atacante William, porque anda falando muito, fazendo marketing pessoal e querendo ser maior do que o Avaí. Com Coritiba e Figueirense pela frente, o ano negro vai terminando.
Jorginho (foto) ainda não sabe, mas o meia Maicon e o atacante Júlio César, podem reunir condições para enfrentarem o Corinthians, neste domingo. Com quase 72 horas para uma boa recuperação, muitos dentro do clube estão confiantes em contar com os atletas, principalmente com Júlio César. Não há mais ingressos e nem cabines para a imprensa trabalhar, porque muitas emissoras de rádio solicitaram linhas de transmissão. Os cambistas já estão atuando, praga que não termina nunca. Torcedores corintianos virão em 50 ônibus e dois voos fretados lotadoas. Não há controle sobre quem vem de vans ou em carros particulares. E ainda há os corintianos que moram aqui em Santa Catarina. Vai dar rolo, com certeza.
Décio Girardi - ortodontista - foi presidente do Avaí, na década de 80. Foi o responsável pela vinda de Adilson Heleno e Rui Guimarães para o clube azurra, além de ter negociado o atacante Décio Antônio com o futebol português. Nesse tempo, Décio cultivava um vistoso bigode e estava muitos quilos acima do peso. Atualmente, depois de uma bem sucedida cirurgia de redução de estômago, Girardi ficou esbelto e ainda tirou o bigode. Um dos grandes presidentes da história do Avaí Futebol Clube.
Enquanto Jorginho espera pela plena recuperação de Júlio César, com o objetivo de reeditar o ataque rompedor com o Wellington Nem (foto), há muitos torcedores na bronca no quesito ingressos para o jogaço deste domingo. ALiás, cadê os ingressos? Ninguém viu, mas as vendas foram rápidas, tão rápidas, que já há cambistas vendendo ingressos a R$ 150,00 para a torcida alvinegra e R$ 200, 00 para os corintianos. Essa "praga" de cambistas não termina nunca, hein? Merece, sem dúvida, uma rigorosa intervenção do Ministério Público. Não é possível que isso continue atrelado ao futebol como se fosse algo legal dele próprio. Foto: Notícias do Dia/ndonline
Com quatro gols na última rodada, e mais três neste domingo, no Scarpelli, o atacante Fred acaba encostando no Borges, do Santos, ainda artilheiro isolado da série A. Sem Ygor e Júlio César, o time alvinegro perdeu muito em marcação e velocidade, o que facilitou a vida do tricolor das Laranjeiras. A equipe alvinegra ainda permitiu alguns espaços ao adversário, o que não acontecia em outras partidas. Wilson falhou no segundo gol, enquanto o sistema defensivo acabou engolido pela força do meio-campo tricolor. A vaga na Libertadores ainda é possível. A goleada por 4 a 0 interrompeu a boa sequência de vitórias do Figueirense, que estava invicto fazia 14 partidas. Sobre a tal penalidade no Aloísio, basta rever a imagem, porque não houve nada, nada.
Lauro Búrigo, então treinador do Figueirense, de vez em quando gostava de assistir ao treino da equipe das sociais, justamente para ter uma visão diferenciada do campo de jogo. Burigó era chato em relação ao esquema tático e rendimento dos jogadores. Foi o treinador com mais títulos conquistados pela dupla da capital. Atualmente reside nos Ingleses, Norte da Ilha, onde cuida da sua pousada, de alguns animais de estimação, além de esperar a vida passar.
O placar de 2 a 0 para o Vasco, que teve uma atuação apagada de Dedé, Juninho Pernambucano e Diego Souza, não foi mais elástico por conta de um dos grandes jogadores em campo: Marcelo Moretto, goleiro do Avaí. Júnior Urso foi expulso aos 20 minutos do primeiro tempo e tudo parecia que se transformaria em uma sonora goleada. Para encerrar essa baderna azul e branca, ao término do jogo, o atacante William soltou o verbo, dizendo que a metade ou até mais dos atuais jogadores não serve para vestir a camisa do Avaí, além de dizer que o ambiente após as partidas era o pior possível. Que o grupo estava rachado, dividido, não nos surpreende.

Aliás, sicneramente, não era nem para ter vindo. Toninho Cecílio foi uma daquelas malucas escolhas do Avaí durante a temporada de 2011. Sua contratação foi olhada com desconfiança, assim como a vinda do Gallo. Não conheço o cara, nunca falei com ele, mas a culpa é do presidente do Avaí. Por essas e outras mancadas, que o Avaí cheou ao fundo do poço. Quer saber? Essa conta é do Zunino e não do Avaí, mas é do Avaí que o presidente vai querer ser ressarcido um dia. Toninho Cecílio foi demitido com mais dois, incluindo o auxiliar Betinho, e ainda o diretor de futebol Gustavo Mendes. Uma turma grande sem história alguma no Leão da Ilha. No fundo, mas no fundo mesmo, quem continua sofrendo é a grande nação azurra.
Década de 50, Florianópolis. O zagueiro Guilherme, o Bibi, o da esquerda, posa ao lado de um companheiro do Postal Telegráfico, uma das equipes que iniciaram a prática do futebol em nosso Estado. Naquela época, o Postal disputava o campeonato da cidade e conquistou o Torneio Início algumas vezes. O campeão era apontado pelo menor número de pontos perdidos e até pelo número de escanteios ou penalidades.
Década de 70. A equipe do Vasco da Gama vem para um amistoso com o Figueirense, lotando o estádio Orlando Scarpelli. O então repórter esportivo Hélio Costa aproveita para entrevistar o atacante Roberto Dinamite, a estrela da nau vascaína. Dinamite hoje é o presidente do Vasco. A foto é do arquivo do fotógrafo Édio Melo.